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Colaboração entre produtores e pesquisadores é o que move o projeto Regenera Cerrado

Para entender como as práticas regenerativas na produção de soja e milho influenciam na

biodiversidade, produtores fazem o registro detalhado do manejo.


Equipe do objetivo 1 com demais integrantes do projeto Regenera Cerrado.


Um dos principais desafios do projeto Regenera Cerrado, que vem sendo desenvolvido em 12 fazendas produtoras de soja e milho no sudoeste goiano, é caracterizar as práticas agrícolas atuais, seu uso histórico, temporal e espacial. Em essência, este é o desafio do objetivo 1 do projeto, que norteia os resultados dos demais componentes do projeto, pois consiste no levantamento detalhado do manejo empregado nas áreas pesquisadas de cada fazenda.


O projeto é dividido em 11 objetivos e o levantamento das informações feito pela equipe do objetivo 1 fornece dados que possibilitam a interpretação dos resultados dos diferentes estudos

conduzidos pela equipe. Nas últimas safras de soja e milho, os produtores responderam a entrevistas sobre as tecnologias aplicadas nos talhões experimentais ao longo do ciclo da cultura, desde o preparo do solo até a colheita.


Preparo de solo, adubação de plantio, população de plantas, genética de plantas, métodos culturais, detecção de pragas e tomada de decisão sobre seu controle foram algumas das informações levantadas.


“Identificamos que uma prática comum entre os produtores que integram o projeto é o plantio direto, que é adotado tanto nas áreas de agricultura regenerativa como nas áreas de cultivo convencional”, relata a Dra. Carmen Pires, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, responsável pela coordenação da equipe do objetivo 1.


De acordo com ela, o uso de produtos biológicos para o controle de pragas foi a prática que apresentou o maior contraste entre os produtores que adotam práticas regenerativas e aqueles que adotam o cultivo convencional.


“Tem sido uma relação de muita confiança, pois os produtores estão abrindo os seus registros para nós. Não é qualquer produtor que está disposto a isso e todos que estão trabalhando conosco estão colaborando. Isso é fundamental para o sucesso do projeto”, destaca.


Segundo a pesquisadora, é fundamental que os produtores façam um bom registro, preencham a pesquisa durante a safra, detalhando o que foi feito em cada manejo.


“O resultado da entomologia, por exemplo, tem a resposta quase que imediata de alguma ação feita em determinado talhão um ou dois dias atrás. Isso tem que estar relatado, com data e, se possível, horário de aplicação de determinada tecnologia para manejo de pragas. Quanto mais detalhe melhor para analisarmos o mecanismo que está por trás de cada resultado”, explica.


Carmem acrescenta que há muito dado empírico sobre o sucesso deste tipo de sistema de produção. “Não estamos num ambiente controlado de laboratório. Nosso desafio é analisar o que leva a determinados resultados positivos lá na ponta e para isso dependemos do registro

minucioso das informações do manejo de cada talhão”, afirma.


A pesquisadora pontua que os registros fornecidos pelos produtores irão nortear a análise dos dados obtidos pelas equipes de pesquisa para que possam ser levantadas hipóteses, com embasamento científico, o que irá contribuir para definição de padrões que possam ser escalados em outros projetos.


Sobre o projeto

O Regenera Cerrado tem como objetivo disseminar técnicas de agricultura regenerativa, respaldadas cientificamente e que sirvam de exemplo escalável de produção de soja e milho para o Brasil e para o mundo.


Criado no Instituto Fórum do Futuro, em 2022, o projeto conta com o patrocínio da Cargill, execução operacional do Instituto BioSistêmico (IBS) e parceria de 10 instituições nacionais e 12

fazendas da região no entorno do município de Rio Verde, no sudoeste de Goiás.


As instituições parceiras no Projeto Regenera Cerrado são a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), o Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (GAPES), o Instituto Federal Goiano, a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de Brasília (UnB).


Para mais informações sobre o projeto, acesse o site do Instituto Fórum do Futuro!

https://www.forumdofuturo.org/regenera-cerrado

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