EU VI UM CIENTISTA E GAMEI



Assim uma das personalidades mais instigantes do mundo científico brasileiro, Silvio Crestana, relata o flagrante do seu amor à primeira vista com a Ciência, quando ainda nos bancos escolares foi cooptado pela palestra cativante de um Físico-Químico, Sergio Mascarenhas de Oliveira. Nascido numa família rural de Analândia, em São Paulo, – o mais velho de nove irmãos -, Crestana foi dominado por uma mágica simples: o professor lhe apresentara a Física numa perspectiva que ia muito além de uma tarefa escolar: um meio de transformar a realidade, de transformar a vida e o futuro das pessoas, e do Planeta.


Depois, já pesquisador consagrado internacionalmente e Presidente da Embrapa, Silvio criou um programa chamado “EMBRAPA-ESCOLA}”, visando exatamente estimular uma “conexão da curiosidade”, aproximando alunos, professores da rede pública e pesquisadores.


Assim começa mais esse papo do canal “DIÁLOGOS CIÊNCIA E SOCIEDADE”, que envereda a partir daí pelos grandes desafios do nosso tempo. Publicamos aqui o link do TED/SÃO CARLOS, de 2019, (https://www.youtube.com/watch?v=yAgUO07ruU0) no qual Crestana sistematizou o grande desafio desta primeira metade do Século: o aumento crescente das demandas por água, energia e alimentos até 2050. “Estamos falando de uma curva de demanda alimentar empurrada por um acréscimo populacional global de 200 mil pessoas por dia”, diz ele. “Teremos que enfrentar esse nexo de demandas produzindo de forma mais sustentável, mais resiliente e mais inclusiva dos pontos de vista social e tecnológico”. Nesse cenário, colocar a educação básica na construção desse futuro complexo e urgente é o começo de tudo, tanto na argumentação do Silvio quanto na da pesquisadora da Unicamp, Márcia Azevedo, também conselheira do Fórum do Futuro e coordenadora desse tema em nosso “Think Tank”. Márcia estruturou a maioria das perguntas desta entrevista que trata ainda da função do educador, da importância social do desenvolvimento, da necessidade de se trabalhar desde cedo com a resolução de problemas. Na súmula de Márcia, “Crestana percebe que só informação não dá conta da mudança de paradigmas, que a solidificação cultural se dá na formação, a qual, muitas vezes, na ação cotidiana das pessoas, supera até a relevância dos dados. Ele reforçou, com tudo isso, o quanto é essencial construirmos uma cultura fundamentada em conhecimento de forma, cada vez mais, transdisciplinar.”




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